Perfeitos para encerrar as refeições com um toque adocicado, os grandes licores são resultado de séculos de aprendizado.
O princípio básico da receita do licor é a infusão de álcool de cereais ou de frutas com essências, que dão o sabor à bebida, e uma boa dose de açúcar, sendo que alguns passam ainda por um processo de envelhecimento. Aparentemente fácil de preparar - existem até versões caseiras -, o licor das marcas mais tradicionais é o resultado de muitos séculos de aprendizado sobre ingredientes, tempo de preparo e até mesmo do desenvolvimento de equipamentos específicos.
REGIONAIS E CLÁSSICOS
Existe uma variada produção de licores regionais, à base de frutas e ervas. No Brasil, um dos mais saborosos é o licor de pequi, fruta típica do Mato Grosso. Mas, os licores clássicos são internacionais, consumidos em todo o mundo. Os mais tradicionais são o escocês Drambuie, feito de uísque, e os franceses Grand Manier, Benédictine e Chartreuse, além do italiano Strega (bruxa, em italiano), feito de ervas. Os mais cremosos, como o de cacau e o creme de cassis, servem, sobretudo, como ingrediente para coquetéis, como informa Aristides de Oliveira Pacheco, professor do Curso de Hotelaria do Senac.
O MOMENTO CERTO
Por ser uma bebida doce, de sabor acentuado, a melhor hora para tomá-lo é após as refeições. Ingeri-lo antes ou durante pode anestesiar as papiIas gustativas, interferindo no paladar. Quanto à temperatura em que deve ser servido, as regras são bastante elásticas. A maioria dos licores são saboreados em temperatura ambiente, mas podem ser resfriados ou, até, servidos com gelo, como se faz, às vezes, com o Cointreau. Alguns licores, como o Peach Tree, foram especialmente desenvolvidos para serem tomados frios, assim como, em geral, os cremosos, muito apreciados quando gelados. Mas jamais se devem colocá-los no congelador, para que não percam o sabor original.

















